Papel dos Negros do Brasil: A cor da pele realmente importa?

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O Brasil é o país com a maior população negra fora da África. Se todos os que não são brancos se enquadrarem como negros, esse número aumenta ainda mais. Muitos indivíduos criam “cores” para si mesmo quando pairam certa dúvida; razão pela qual, em muitos questionários socioculturais, a pergunta sempre é taxativa: “negro, branco, ou pardo”. Muito embora tal fato, a classe negra no Brasil possuí uma pequena representatividade no contexto social, econômico e político nacional.

Muito embora se trate de uma nação negra, o Brasil ainda não se vê como tal.  A sociedade, basicamente, acostumou-se com a prática de um racismo implícito, subliminar, em suas atitudes do dia a dia. Infelizmente ainda são comuns piadas sobre negros, apelidos específicos que denotam características dos negros, como cabelo, pele; e, principalmente, estereótipos sobre pessoas negras, influenciados pela mídia. Não encontramos apresentadores de TV negros nas tardes de domingo na TV aberta do Brasil, não encontramos protagonistas e galãs de novelas negros, não encontramos crianças negras apresentando programas infantis, da mesma forma que quase nunca encontramos pessoas negras em comerciais de TV, comerciais de revistas, rótulos de embalagens de produtos. A mídia brasileira, no geral, apresenta mais pessoas brancas do que a mídia de países de predomínio da população branca, como a Romênia e a Lituânia.

Nos anos 60, nos Estados Unidos, haviam bebedouros
separados para brancos e negros
O preconceito começa quando filmes, séries e novelas brasileiras retratam um padrão de vida elitista, europeu. Infelizmente, não é novidade que os papéis reservados aos negros são, predominantemente, nas favelas, nas cozinhas e, pasme, como bandidos. São inúmeras as produções nacionais que taxam o personagem negro como bandido, promovendo uma vitimização do personagem branco; mas, não observamos o contrário: não temos séries, filmes, novelas, onde a sociedade negra seja maioria, e os brancos figurem nas favelas, nas cozinhas, ou como bandidos. Ironicamente nos Estados Unidos, que traz na sua história marcas da segregação racial, atualmente temos o Presidente Barack Obama, que é negro; e a apresentadora Oprah Winfrey, que é a jornalista mais respeitava do país, e é negra.

A sociedade negra precisa ser representada, e precisa ocupar seu lugar de forma proporcional ao seu tamanho no Brasil. Não cabe aos negros mudarem a si próprios para encaixarem no padrão que foi criado, seja do cabelo liso, seja dos costumes brancos que impõe a perca da identidade e da cultura negra. A ascensão da classe negra é a única forma de valorização das suas origens; pois, é preciso lutar a partir daqui em prol de reconhecimento e de respeito. Lamentar o passado de escravidão e de exclusão não traz benefícios ao presente; mas sim, deve dar força para lutar em prol de igualdade e de valorização. 

Comment (1)

No Brasil quem e branco é preto e quem preto e branco. O brasil é um café com leite, quase impossivel de haver uma branqueamento. Se isso acontecer será nescessário mais 1000 anos.

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