A família é a base principal para a construção do comportamento humano. É na família que o indivíduo, desde criança, aprende o que é certo e errado, adquire costumes, desenvolve gostos, torna-se o que é, e se forma interiormente. É na família que o indivíduo deve se sentir a vontade para aprender, para dialogar, para interagir; e, obviamente, só se consegue isso em ambientes suaves, de diálogo, compreensão e interação. A pergunta que não quer calar: você dialoga com os seus filhos?
É algo pesado, mas é real: pais que são severos e fechados, e até mesmo agressivos com seus filhos, fecham uma porta para a amizade e o diálogo que dificilmente poderá ser aberta. Muitos defendem a “palmada educativa”, como forma de corrigir a criança desde cedo; mas, é uma atitude típica de quem não sabe educar, nem dialogar, nem conviver com o próprio filho. A agressão física reprime a criança, e a intimida de modo definitivo para uma interação amigável com o agressor.
Muitos agem com severidade com os filhos, mas não percebem que estão criando barreiras que dificultam qualquer forma de diálogo. A adolescência é, muitas vezes, a última chance que os pais possuem de criar um novo laço de diálogo com os filhos; porém, é extremamente difícil desconstituir os padrões que o indivíduo já criou, quando criança. É como, numa comparação, pegar o bonde andando, esperando que tudo se encaixe.
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| A tecnologia e a internet tem sido uma alternativa dos pais para evitar o diálogo com os filhos? |
Em lares mais fechados, os jovens tendem a aprender muito mais com os amigos, do que perguntando aos próprios pais, e isso ocorre única e exclusivamente porque os pais nunca deram liberdade para esse jovem se expressar, nunca dialogaram, e nunca construíram uma relação que não fosse regida pela rigidez e pela imposição. Você já conversou com seu filho, por exemplo, sobre profissões, sonhos, gostos? Já conversou sobre os efeitos nocivos das drogas, bebidas, cigarro? Já conversou sobre sexualidade, opção sexual, sexo, masturbação? Já explicou como se usa camisinha?
Certamente muitos dos leitores responderam que não, creio eu; mas, se enganam se pensam que seu filho não tem opinião sobre esses temas. Certamente seus filhos tem noção dos perigos das drogas, do álcool; eles têm sonhos, objetivos pessoais, profissionais; eles pensam sobre sexo, muitos já até praticam; sabem usar camisinha, se masturbam.
Já os pais, ficam alheios a essas informações, pois nunca estabeleceram diálogo com os próprios filhos, desde que eles eram crianças. Vale a pena incentivar o seu filho, buscar entende-lo, acompanha-lo no crescimento, amá-lo. A ideia de “palmada educativa”, que usa a violência onde devia se usar o diálogo, só traz distanciamento e hostilidade. Acredite, nenhum filho irá querer dialogar quando lhe foi imposto o medo desde criança.

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